Remédios para emagrecer: um mal necessário ou um bem mal utilizado?
Como toda doença crônica, a obesidade precisa ser encarada com a mesma responsabilidade e seriedade destas moléstias. Não se trata de falta de força de vontade, de desvio de conduta, de desleixo pessoal... É uma doença crônica grave e que pode propiciar o aparecimento de muitas outras, como diabetes, hipertensão arterial, doenças cardíacas como o infarto, doenças ortopédicas e reumatológicas como a artrose, vários tipos de problemas psicológicos e até alguns tipos de câncer. Precisamos mudar nossa forma de encarar a obesidade e deixar de relacioná-la a fatores estéticos exclusivamente, porque ela traz consigo muito mais problemas médicos e psiquiátricos do que podemos imaginar.
Como toda doença crônica e ainda sem cura, a obesidade tem fases de remissão e recidiva e deve ser tratada cronicamente como o diabetes e a hipertensão arterial. Essas doenças também possuem estágios, onde ora podem estar bem controladas, e ora, fora do nosso controle. A dieta é sempre a pedra fundamental no tratamento da obesidade e da maioria das doenças crônicas, inclusive do diabetes e da hipertensão arterial. Entretanto, nesses casos, temos à nossa disposição um grande arsenal de medicamentos que pode ser usado, desde o surgimento da doença e durante todo o seu curso. São inúmeras as drogas que podem ser usadas, em várias associações, e que, apesar de não serem curativas, conseguem desacelerar a evolução da doença, evitando suas temíveis complicações e tornando a vida desses pacientes menos sofrida e muito mais qualificada.
Com a obesidade não deveria ser diferente, mas para ela, nós não temos tantas opções terapêuticas e o que é pior, alguns medicamentos são potentes em reduzir o peso, mas agressivos nos efeitos colaterais. Outros são suaves, mas menos potentes em reduzir o peso das pessoas. Médicos e pacientes precisam enfrentar esse dilema para tratar corretamente a obesidade. Vamos conhecer o arsenal de medicamentos disponíveis para o tratamento da obesidade:
Medicamentos alternativos
(1) Suplementos dietéticos - Apesar de existirem inúmeras publicações sobre o uso de suplementos dietéticos no tratamento da obesidade, nenhuma apresenta critérios científicos que possam embasar seu uso. Também não existe por parte das agências regulatórias nacionais ou internacionais o controle destas substâncias, como ocorre com as novas medicações que são lançadas no mercado. Como a maioria destes suplementos não é patenteável, não há interesse dos órgãos governamentais, muito menos da indústria de suplementos dietéticos em financiar estudos sobre sua eficácia e segurança. Os suplementos mais conhecidos são: ácido linoléico conjugado ( CLA), cafeína, chá verde, fibra dietética (goma guar e glucomanan), efedrina, garcínia cambogia, hoodia gordonii e quitosana. Com exceção dos compostos contendo efedrina, já proibidos no mercado brasileiro, todos os outros são comercializados aqui e parecem ser ineficazes na redução do peso e no controle metabólico. Existe o conceito de que medicina alternativa é baseada em produtos naturais e por isto é segura. Nem todos os produtos naturais são seguros, pois foram desenvolvidos com técnicas não aprovadas por quem aplica a medicina tradicional. É importante que a comunidade científica e os órgãos financiadores se empenhem para fornecer informações mais consistentes e confiáveis sobre os suplementos nutricionais existentes.
(2) Hormônios Tireoideanos - Inicialmente, pensávamos que eles realmente queimavam as gorduras. Hoje, sabemos que seus efeitos emagrecedores se dão pela perda de massa magra. Esses hormônios, quando ingeridos por pessoas com tireóide normal bloqueiam sua produção hormonal e levam a um quadro de excesso de hormônios tireoideanos exógenos, imitando uma doença chamada hipertireoidismo. Ou seja, causam uma doença para levar à perda de peso, com efeitos cardiovasculares desconfortáveis, como aceleração dos batimentos cardíacos e arritmia cardíaca.
(3) Diuréticos e laxantes - Embora muitas pessoas acreditem no contrário, esses medicamentos não emagrecem. Eles realmente causam perda de peso, mas às custas de desidratação com perda de água e minerais. Não há, entretanto, perda de gordura.
Medicamentos Efetivos
(1) Anfetaminas
Essas drogas são as mais antigas no arsenal de tratamento da obesidade. A tendência é serem, progressivamente, abolidas do nosso receituário. Foram muito importantes até 10 anos atrás, quando não contávamos com nenhum outro tipo de medicamento para esse fim. Os efeitos das anfetaminas se dão através de ação cerebral, elas agem nos neurônios responsáveis pela fome, bloqueando-os. Diferente do que podemos pensar, abolir a fome não é uma estratégia inteligente para emagrecer. Sem fome, não seguimos dieta alguma, sem fome, simplesmente paramos de comer, principalmente os alimentos mais nutritivos e continuamos comendo as guloseimas. E não é por fome que comemos chocolates, biscoitos recheados, doces e sorvetes. Comemos porque gostamos, porque são saborosos. O resultado do uso de anfetaminas é um padrão alimentar intensamente restritivo, com dietas com quantidades calóricas muito baixas e nutricionalmente mais condenáveis ainda. O usuário perde muito peso rapidamente, fica desnutrido e jamais consegue fazer a manutenção do peso, quando a medicação é suspensa. Estes pacientes não fazem reeducação alimentar, porque nem chegam a aprender a se alimentar corretamente. Acabam tendo que tomar esses medicamentos para sempre, o que não é indicado, uma vez que as anfetaminas causam dependência química, e à medida em que vão sendo ingeridas por muito tempo, sua suspensão se torna cada vez mais difícil. Estes medicamentos causam grande excitabilidade do sistema nervoso e levam a comportamentos compulsivos e intolerantes, interferem no sono e dão muita disposição para o trabalho. Muitas vezes, requerem a associação com ansiolíticos e antidepressivos, tornando ainda mais questionável a associação terapêutica que excita e deprime ao mesmo tempo. Quando são suspensos, geralmente, surge uma grande sensação de cansaço físico, indisposição e sonolência.
A ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - órgão responsável pela fiscalização dos medicamentos no Brasil, regulamentou com maior rigor o uso desses medicamentos na Brasil a partir de janeiro de 2008. Dentre as novas determinações está a proibição das associações medicamentosas que produziam fórmulas milagrosas com a associação de anorexígenos, ansiolíticos, antidepressivos, diuréticos, hormônios tireoideanos e toda a sorte de fitoterápicos, gerando formulações intermináveis e totalmente questionáveis em validade terapêutica e risco ao paciente. Foram estipuladas doses máximas permitidas, quantidade mensal de cápsulas ou comprimidos, novos receituários específicos para esses medicamentos e finalmente a implantação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados - SNGPC - com a obrigatoriedade do envio de informação por parte de todas as farmácias, incluindo as de manipulação, para a ANVISA, informando as vendas do período com dados dos medicamentos, médico prescritor e paciente que compra a medicação.
(2) Sacietógenos
A representante desse grupo é a sibutramina. Essa droga tem um perfil de atuação mais adequado ao tratamento da obesidade, uma vez que interfere menos na fome e mais na saciedade. Os pacientes continuam tendo fome nos horários normais das refeições, mas com menos comida eles ficam satisfeitos e param de comer mais precocemente. O medicamento não leva à dependência, nem ilude o paciente com a promessa de perder peso sem esforço. Seu uso requer motivação e uma dieta balanceada e adequada ao perfil de cada um, para que ele consiga alcançar e manter o peso ideal.
(3) Rimonabanto
Após uma longa espera, o medicamento rimonabanto passou a ser comercializado no Brasil. Aprovado pela ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - em abril de 2007, e liberado pela CMED - Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos - em julho do mesmo ano, o remédio aguardava o fim das negociações do laboratório fabricante em relação ao preço final do produto para o consumidor. Aprovado em mais de 50 países, já é usado por mais de 500 mil pacientes em todo o mundo. O medicamento, no entanto, foi vetado nos Estados Unidos, em junho do ano passado, por um comitê de 14 especialistas do FDA, a agência norte-americana que regula os medicamentos e alimentos. Na verdade, o rimonabanto não é um medicamento aprovado como emagrecedor, pois ele tem efeitos metabólicos muito mais importantes do que seu potencial de fazer perder peso. O fato de ajudar na perda de peso de alguns pacientes não faz dele um emagrecedor, ele pode até ser menos eficiente do que a maior parte dos medicamentos que já dispomos para auxiliar a perda de peso. Seus mais importantes efeitos ocorrem na correção de várias alterações metabólicas que comprometem pacientes com a chamada Síndrome Metabólica, um conjunto de alterações que envolve obesidade central, triglicérides elevados, HDL ou colesterol bom baixo, hipertensão arterial e pré-diabetes ou diabetes franco.
(4) Inibidores da absorção das gorduras
Atualmente, o Orlistat é a única droga capaz de reduzir a absorção da gordura dos alimentos. Ele não interfere na fome, nem na saciedade e sua ação se baseia apenas em seu efeito intestinal, bloqueando a absorção de 30% das gorduras dos alimentos em geral. A droga apresenta a vantagem de poder ser usada por pacientes com antecedentes de doenças cardiológicas e neurológicas. Pode ainda ser associado a qualquer dos outros medicamentos utilizados para controle do peso.
(5) Antidepressivos e anticonvulsivantes
Alguns antidepressivos e anticonvulsivantes interferem na compulsão alimentar e no próprio impulso de comer. Dessa forma, são coadjuvantes no tratamento de pacientes obesos com transtornos ansiosos e tendência depressiva. Entretanto, seus efeitos são muito leves e é necessária muita motivação por parte do paciente para emagrecer.
Emagrecer, sem remédios, é possível
Ao iniciar um regime, o paciente deve ser orientado a iniciar uma dieta balanceada e evitar o uso e abuso de medicamentos. Muitas vezes, o paciente se surpreende com a relativa facilidade de seguir uma dieta, quando esta foi preparada para ele, respeitando suas preferências e seu estilo de vida.
Para este paciente, que consegue perder peso sem tomar remédios, a manutenção do peso, após o emagrecimento, é mais provável de ser obtida. Quando, apesar de todo o empenho de médicos e nutricionistas, o paciente não consegue perder peso, há a indicação do uso de medicamentos. Eles são úteis se bem indicados nesses casos. O problema encontrado é o uso prolongado, em pacientes que não estão alcançando a perda de peso, pelo uso sem orientação nutricional adequada e pela associação de vários componentes como ansiolíticos, antidepressivos, diuréticos, laxantes, hormônios tireoideanos e uma lista infindável de fitoterápicos sem o mínimo embasamento científico.
É preciso ter em mente que nenhum medicamento causa perda de peso, sem uma dieta. Todos eles atuam facilitando o processo de emagrecimento de quem está empenhado em seguir uma dieta. No final, o que emagrece é a dieta e não os medicamentos. Além disso, o efeito do medicamento é muito individual, podendo um mesmo remédio se mostrar altamente eficaz em um paciente e não ter nenhum efeito em outro.
Medicamentos são coadjuvantes no tratamento para emagrecer e, se utilizados dentro da indicação correta e com os cuidados necessários, poderão ser muito úteis aos pacientes obesos. E você? Já refletiu qual é o seu problema em relação à perda de peso? Você já tentou fazer uma reeducação alimentar ou vive atrás de um medicamento poderoso que lhe tire a fome num passe de mágica?
Acompanhe a discussão com os internautas
01/10/2008 lilian Tomei formulas de emagrecer durante 1 ano e quando parei tive entao uma crise ,nao sei se foi de panico ou se aquilo foi abstinencia,mas pensei q eu fosse morrer. Com o passar dos dias caí em depressao e comecei a sentir medo de tudo,e engordei mais do que eu pesava antes de toma-los. Remédio pra emagrecer é uma grande furada,até hoje nao consegui me reestabelecer tenho altos e baixos no humor.
01/10/2008 michelle m monteiro bom dia!descudri a pouco dias q tenho hipotiridismo engordei 8 kg gostaria de estou fazendo dieta caminhada e naum consigo emagrecer?me ajude porfavor!abraços.grata michelle
01/10/2008 Rafaela Eu realmente busco por remedios milagrosos... tenho compulsão e ando comendo demais.. mas, fazer uma dieta a risca eu não ando conseguindo.. este ano , só no inicio do ano, engordei 15 kg..
01/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Lílian, você deve ter tomado um medicamento derivado da anfetamina e o que é pior, você tomou uma mistura deles nas fórmulas, geralmente associados a ansiolíticos. Todos com potencial de causar dependência. Provavelmente você teve mesmo uma síndrome de abstinência. Atualmente, as associações desses medicamentos são proibidas no Brasil e mesmo usadas separadamente, a tendência natural é a de serem abolidas do receituário médico, dando lugar a outras drogas mais modernas e menos agressivas. Como a obesidade é doença crônica, o tratamento deve ser feito a longo prazo. Para isso, precisamos contar com medicamentos que não causem dependência e que possam ser usados cronicamente
01/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Michelle, o hipotireoidismo realmente cursa com tendência a ganho de peso e maior dificuldade de perder peso. Entretanto, assim que fazemos a reposição do hormônio tireoideano e que essa reposição seja adequada, a perda de peso ocorre normalmente como antes. Desde que se faça dieta corretamente. Logo, uma pessoa com hipotireoidismo, tomando a dose correta do hormônio tireoideano, tem a mesma condição de perder peso que outra pessoa com tireóide normal.
01/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Oi Rafaela, infelizmente ainda não temos esse remédio milagroso. Entretanto, o tratamento das formas compulsivas de comer tem evoluído muito e envolve desde medicamentos para tratar a ansiedade, já que aparentemente ela é um fator predisponente importante, medicamentos que melhoram a saciedade e os tratamentos com terapia comportamental e psicanálise, tanto individual quanto em grupo. Muitas vezes, mesmo sabendo que um medicamento é uma ilusão, que o tratamento proposto não tem fundamento algum, vocês acabam cedendo a todos eles. E o que é ainda pior, acabam a cada dia mais descrentes de que é possível perder e manter peso. O nosso texto é justamente para esclarecer vocês a cerca das suas possibilidades e dos riscos da perda de peso fácil e das propostas milagrosas.
01/10/2008 Francine de Fatima Pimentel Adorei as explicações sobre os remédios, e gostaria de relatar que sofri de hipertiroidismo, por 10 anos, tinha todos os sintomas possiveis que a hiper causa,mas nunca levei a sério a doença, não tomava a quantidade certa de medicamentos, os olhos eram saltados,e cheguei a emagrecer 20 kilos a uns 3 anos atrás,mais o pior aconteceu tive 3 nódulos na tireóde, e o tratamento com iodo, não deu resultado, fui para cirurgia e retirei a tireóide.Graças a Deus os nódulos eram benignos,mas hoje sofro com a falta de calcio, pois glandula que produz o calcio acabou sendo retirada na cirurgia e os remédios são caríssimos,hoje pego os medicamentos pela farmacia popular.Enfim em 1 anos engordei 25kilos, tomo remédio para o hipotiroidismo, mas meu médico receitou subtramina há 15 dias não me sinto mal, estou fazendo uma boa dieta e começando a ficar feliz com os resultados.Espero alcançar meus objetivos.
01/10/2008 josy como dizem,o que separa o remedio do veneno é a quantidade,sem duvida tudo em ecesso e mal administrado faz mal,eu ja fiz uso da sibutramina emagreci 3 kg em m mês liado à dieta e sinceram naõ tive nenhum problema nem durante nem apos o tratamento,sei que se não tomasse medicamento seria melhor mais nunca consegui perder peso so com dieta nem academia resolvia,decidi por vontade propria parar de tomar e não sofri nenhum tipo de dependenia paraei quando quis e mantive a dieta naõ engordei novamente nem 1 quilo algumas pessoas param com o medicamento e com a dieta por isso que engordam,e outrs pensam que o remedia vai fazer tudo sozinho e não conseguem emagrecer o ideal é medicamento+dieta+muuuuuuuuuita malhação ok!
01/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Sim Francine, a idéia é vocês entenderem que o medicamento pode ajudar se vocês também estiverem bem orientados e dispostos a fazer dieta. Que fazer dieta não é um carma, uma sina ou o fim da alegria de viver. Fazer dieta é um jeito de viver bem, uma forma de carinho conosco. Para isso a dieta deve ser individualizada, respeitando as condições de vida e os gostos de cada um. Nesse caso, o medicamento pode ser um valioso auxiliar e pode inclusive definir o sucesso do tratamento.
01/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Ok Josy, você está correta. Todas as vezes que uma pessoa vai fazer uma dieta pela primeira vez, nós no Citen damos a ela a chance de tentar fazer a dieta sem medicamentos. Muitas vezes elas ficam surpresas com a relativa facilidade que conseguem fazer. Digo isso porque dificilmente alguém que faz dieta com medicamento consegue fazer novamente sem ele. Daí o nosso grande investimento na programação nutricional dos nossos pacientes. Caso não consigam fazer sem o auxílio medicamentoso, nós passamos para a segunda etapa, que é a escolha de um remédio, quando o quadro clínico do paciente permite. Logo, não é simples, não é fácil, mas é muito bom quando conseguimos. E você é o testemunho disso. Parabéns!
01/10/2008 luciana tomo formulas ha 3 anos so q de um tempo pra ca nao faz mais efeito engordei 10 kg mesmo tomando estou sofrendo por uma perda familiar e muito deprimida ja fiz ate exames da tireoide pois faco exercicio fisico e nao obtenho exito por favor me ajudem lu
02/10/2008 Dra. Ellen Simone Paiva Luciana, as fórmulas podem ser de vários tipos e é impossível orientá-la com precisão sem saber quais os componentes da sua fórmula. Com a mudança na legislação sobre o uso de alguns remédios para emagrecer, sua fórmula deve ter sido mudada e isso pode gerar a recidiva no ganho de peso, já que a fórmula deve ter ficado mais fraca. Mesmo se isso não aconteceu, o grande inconveniente do uso continuado de alguns remédios para emagrecer é de que os pacientes vão ficando resistentes a esses medicamentos e voltam a ganhar peso na vigência do uso do medicamento. O melhor que você tem a fazer é rever o plano nutricional proposto e mudar a medicação. Dependendo do grau de comprometimento emocional pelos problemas familiares que você está passando, talvez valesse a pena investir em um medicamento antidepressivo temporariamente, pois alguns deles causam redução da compulsão alimentar e você conseguirá passar melhor essa fase.
02/10/2008 sueli vitoria eu tomei formula , e magreci , mais depois eu engravidei e parei, depois eu retornei ao medico e voltei a tomar, mais eu não emagreci como a primeira vez que eu tomei,e engordei muito e mexeu com o meu lado sexual. fiquei um pouco sem potencia, isso e normal,acontecer pela formula?
02/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Sueli, esse é mais um problema com o uso de determinados medicamentos para emagrecer. O efeito deles em nosso organismo pode ser menor em uma segunda ou terceira tentativa de perder peso. Além disso, quando vocês fazem a primeira dieta, vocês são muito mais motivadas, seguem a dieta à risca, às vezes comem até menos do que ensinamos. Numa segunda tentativa, vocês geralmente buscam o remédio esperando muito mais do que ele pode oferecer, principalmente após o parto com todas as atribuições de mãe e todas as preocupações que essa situação causa em vocês. Nessa situação, geralmente temos pouco tempo para nós e precisamos ser meio malabaristas para seguir uma dieta. Com relação à libido, algumas anfetaminas reduzem o estímulo sexual e não devem ser usadas. A saída é mudar a medicação e investir na dieta, pois geralmente não temos tempo para fazer ginástica e é muito importante insistir na perda de peso. Voltando ao peso ideal e estando mais feliz com você o resto volta ao normal.
02/10/2008 ELIANA SILVA Gostei muito da matéria a respeito da tireóide ,estou com problema na tireóide e me ajudou bastante.
06/10/2008 Angélica Souza Entre os anorexígenos, como femproporex, anfepramona e mazindol, qual o mais eficiente para ser ingerido por dois meses?
06/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Angélica, a potência dos anorexígenos é variável de pessoa para pessoa, como a potência relativa ao consumo dos analgésicos também muda. Logo, não podemos descrevê-los em grau de potência anorexígena. Todos eles têm ação cerebral e reduzem a fome.
07/10/2008 Ana Maria Eu tentei usar chá verde para emgrecer e não consegui perder nada. Será que a dose não foi suficiente? Existe uma quantidade de chícaras de chá que realmente ajude a emagrcer?
07/10/2008 Dra. Ellen Simone Paiva Ana Maria, há fortes evidências de que os polifenóis do chá verde causem aumento do gasto energético e da queima de gorduras. A intensidade desse efeito parece ser dose dependente, sendo maior em suplementações com altas doses de extrato de chá verde. São muitos os trabalhos que mostram efeitos em animais de laboratório, com benefícios incontestáveis no que se refere à melhora do metabolismo dos carboidratos e aumento da queima de gorduras com redução e manutenção do peso desses animais. Nós não conseguimos reproduzir esses efeitos em humanos. Os chás apresentam concentrações diferentes de polifenóis, de acordo com o solo onde foram cultivados e com o seu processamento. Há ainda grande dificuldade em se provar o efeito desses agentes no ser humano em condições de consumo normal de chás, uma vez que os melhores resultados de pesquisas científicas foram alcançados com suplementos em cápsulas de polifenóis, em doses impossíveis de serem alcançadas com o consumo diário de chá.
07/10/2008 Ilza Castro A dose máxima permitida de anfepramona é 30mg mesmo?
07/10/2008 Dra. Ellen Simone Paiva Ilza, a dose máxima permitida de anfepramona é de 120mg/dia, geralmente dividida em duas tomadas.
07/10/2008 Junia Medeiros A quitosana não elimina gordura? Então porque as fezes ficam amolecidas e perdemos peso?
07/10/2008 Dra. Ellen Simone Paiva Junia, a quitosana é um tipo de carboidrato de origem animal. Nos poucos trabalhos científicos sérios de que temos notícia, observou-se que, na ausência de dieta hipocalórica, não há efeito da quitosana na perda de peso. Além disto, não foi demonstrada a presença de gordura nas fezes dos indivíduos testados. As fezes podem se tornar amolecidas, pois, esse composto contém fibras de origem animal que podem causar esse tipo de efeito. Com certeza você perdeu peso porque comeu menos calorias do que gastou, ou seja, comeu pouco e emagreceu. Isso aconteceria também sem a quitosana. Sabemos que o chamado efeito placebo ocorre em 30% das pessoas que usam um remédio que não tem efeito algum. Ou seja, se você ouve falar muito bem de um remédio e está motivado, você tem a sensação de um efeito real. Infelizmente esse efeito não é durador e logo você sentirá que aquele remédio só funcionou através da sua fé. E ela pode até mover montanhas.
08/10/2008 Nelson Sá Tenho medo do Xenical por causa de seus efeitos colaterais. Como podemos tomar este remédio com segurança?
08/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Oi Nelson, tenho vários pacientes que têm o mesmo receio seu. Isso se deve ao fato do Xenical ser usado muitas vezes sem orientação médica, uma vez que ele não precisa receita médica para ser adquirido nas farmácias. Dessa forma as pessoas tomam Xenical de diversas formas totalmente erradas. Por exemplo, tomam apenas quando abusam de gorduras, ou não tomam nessas ocasiões, tomam sem seguirem uma dieta adequada, tomam apenas uma vez ao dia, pois pensam que a gordura só existe na borda da picanha. Na verdade o Xenical não é laxante e só causa diarréia quando há excessiva ingestão de gorduras. O efeito dele é exatamente impedir a absorção de boa parte da gordura da dieta e na verdade, há um pouco de gordura na maior parte do que comemos. O maior problema com o Xenical é o seu preço e a melhor forma de usá-lo é seguindo uma dieta balanceada.
08/10/2008 Glades Justino As anfetaminas não tem mais lugar no tratamento da obesidade?
08/10/2008 Dra. Ellen Simone Paiva Glades, nós chamamos de anfetaminas algumas drogas como o femproporex e a anfepramona. Mas são derivadas da anfetamina. O Mazindol tem efeito anorexígeno semelhante, mas não é nem derivado da anfetamina. Digo isso porque a verdadeira anfetamina é uma droga proibida no Brasil há muito tempo, e não é comercializada. Atualmente nós já dispomos de outros medicamentos com menos efeitos colaterais e que podem ser usados, a longo prazo, como deve ser o tratamento da obesidade. As drogas mais antigas, mencionadas acima, ainda têm lugar no tratamento da obesidade, pois muitas pessoas não respondem bem com as novas drogas. Entretanto, a tendência é a redução progressiva do seu uso. Além disso, com a nova legislação da ANVISA, que não permite a associação com ansiolíticos, o seu uso se restringiu ainda mais, pois elas geralmente causam insônia e irritabilidade, o que torna muito desconfortável o uso delas sem os ansiolíticos, dificultando muito a tolerância dos pacientes a elas.
09/10/2008 priscila paula Olá,eu tomei medicamento pra emagrecer por aproximadamente 10 anos...sempre emagrecendo e engordando,parei de tomar e em uma ano e meio engordei 42 kilos muito não acha?E eu sempre fui adepta de resultados rapidos sempre buscando por drogas fortes pra emagrecer,mas nao ame adiantou muito...Por fim ja insatisfeita com meu corpo,minha cabeça mal entrei em depressao ai foi a deixa,ou decidia ou padeceria pra sempre (minha familia é de obesos),e mesmo com muitas criticas optei fiz a escolha mais dificil de minha vida reduzi meu estomago fiz gastroplastia.Mas a cirurgia não é milagre,e sei bem disso mas me encontro muito bem atualmente.
09/10/2008 MARCIO Dra. Ellen por favor me tire uma duvida. Fiz um medicamento manipulado na rede Manifarma, desculpe citar o nome mas estou fazendo para simples referencia. Acontece que estou realmente em duvida sobre a qualidade deste medicamento. Como posso verificar isso? Quais lugares podem fazer um exame nas capsulas para determinar o que realmente esta dentro? Ó remedio em questão é o rimonabanto, sei que ele não tem um potencial emagrecedor, li bem seu texto, tenho até salvo em meus favoritos. Mas realmente não vi nenhuma mudança e estou bem desconfiado da qualidade do produto. Outra coisa poderia me falar alguma coisa sobre a FASEOLAMINA? Parabéns pelo artigo, pra mim o mais esclarecedor que ja li. Um abraço. Marcio
09/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Priscila, relatos como o seu são muito comuns. A primeira constatação é a de que, com o tempo de uso dos medicamentos mais fortes, a manutenção do peso vai se tornando cada vez mais difícil. Além disso, nas tentativas de interromper os medicamentos, vocês vão ganhando também proporcionalmente mais peso. Isso também pode ocorrer com os medicamentos mais modernos e mais suaves. Entretanto, como esses não abolem a fome totalmente como aqueles, os pacientes tem um comportamento alimentar menos restritivo e mais correto, ou seja, perdem peso com a adoção de dietas. Com isso, dependem menos do medicamento. A cirurgia acaba sendo a única saída para casos graves como o seu, mas como você descreve, ela ainda não é a cura da obesidade. Atualmente, tenho vários pacientes em meu consultório que fizeram a cirurgia de estômago e voltaram a engordar. Além disso, a desnutrição com obesidade é sempre um risco para esses pacientes.
09/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Oi Marcio, o Rimonabanto não deveria ser formulado. Digo isso pelo controle de qualidade da matéria prima utilizada. Medicamentos industrializados, principalmente medicamentos novos, são mais facilmente controlados pela ANVISA do que os formulados. Dentre os industrializados, os que detêm a marca e os genéricos são os mais seguros. Não tenho nada contra as farmácias de manipulação e a Manifarma é uma farmácia conhecida e aparentemente idônea. A questão é a pureza do sal utilizado, pois é muito difícil até para a farmácia fazer esse controle, a menos que ela compre do fabricante e no caso do rimonabanto, o laboratório fabricante não venderia, é claro. Dito isso, eu posso te assegurar que, mesmo usando o rimonabanto industrializado eu tenho pacientes que não perderam peso e alguns que ganharam peso. Isso ocorre com qualquer medicamento, pode ser eficaz para uns e ineficaz ou até deletério para outros.
09/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Respondendo a segunda parte da sua pergunta Marcio, a análise de qualquer produto suspeito deve ser feita pela Secretaria de Vigilância Sanitária. Podem ser analisados medicamentos, alimentos, cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes, produtos de limpeza em geral, insumos para diagnósticos, instrumentos e artigos de saúde, soros e vacinas. O consumidor deve se dirigir à Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal/Estadual de Saúde próxima de sua residência e apresentar a denúncia. A análise do medicamento ficará a cargo do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), uma unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
09/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Marcio, faseolamina é um suplemento dietético derivado de alguns tipos de feijões. Logo, não é um medicamento. Nenhum dos efeitos em humanos apregoados pelos fabricantes e revendedores desse produto tem comprovação científica. Eles dizem que esse composto bloqueia a enzima a amilase, responsável pela hidrólise do amido e que uma vez não digerido, não seria absorvido. E vão além, pois arriscam a vida dos diabéticos, quando afirmam que neles, esse composto melhora a tolerância aos carboidratos. Na verdade, há 20 anos, um dos maiores pesquisadores de carboidratos já publicava a total ineficácia desse produto em reduzir a absorção desses nutrientes, o Dr Gerald Reaven. Ele mostrava em 1983 que a faseolamina não consegue in vivo o bloqueio da quebra e absorção dos carboidratos porque esses nutrientes têm vias enzimáticas alternativas que garantem a normalidade da sua digestão e absorção e que em diabéticos, a faseolamina não reduz a absorção dos carboidratos nem as glicemia pós prandiais.
10/10/2008 rosiane Olá, Por que o peso volta ao que era quando paramos de usar o hormônio tireoideano ? O que causou a perda do peso quando usado o hormônio? Acontece aumento de peso após 35 anos? Faço dieta sempre, pratico exercícios diariamente, como alimentos saudáveis, mas meu peso só diminuiu com uso de anfetaminas com hormônio tireoideano . Depois que parei de usar, somente 2 meses, voltou ao que era . Tenho 1,63m altura, peso 62kg, 38 anos.
10/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Rosiane, as suas oscilações de peso devem ser bem pequenas, pois você tem peso normal para sua altura (IMC 23,39). A perda de peso com o hormônio tireoideano resulta de perda de massa magra e água corporal. Não há perda de gordura. Tão logo você pare de tomar o medicamento, você volta ao seu nível de hidratação normal e o seu peso também. O aumento do peso corporal em qualquer idade se deve a um predomínio das calorias ingeridas sobre as calorias gastas e aos 35 anos ainda não há redução do gasto calórico. Se você faz uma dieta saudável, mas seu total calórico não é menor do que seu gasto calórico, você não perderá peso, mesmo comendo corretamente. Quanto a perder peso com as anfetaminas, isso ocorre porque com elas você tem menos fome e consegue reduzir as calorias ingeridas. Seria bom você rever sua dieta com uma nutricionista para torná-la mais adequada a você e rever suas metas de peso ideal, para que seja possível alcançá-lo e mantê-lo com menor sacrifício e menos medicamentos.
12/10/2008 Leila Maria de oliveira Meu caso é super grave e diferente do demais. Não sou propriamnte uma obesa creio eu, pois peso 63 KG para 1,59cm, no entanto eu não consigo perder peso de maneira nenhuma. Useu anfetaminas durante uns 15 anos e comseguia pesar até 47 quilos para 38 anos porém parei mesmo com elas tive crise de abstinência e tudo mais. Não engordei depois que parei porém faço ginástica ( duas horas por dia na academia) faço dieta e jamais prco 1 grama, o que pode estar acontecendo comigo?
12/10/2008 Dra. Ellen Simone Paiva Leila, qualquer pessoa, em qualquer idade perde peso, pois a questão é matemática. De acordo com seu peso e altura, e considerando que você não é sedentária, seu gasto calórico diário gira em torno de 1600 calorias, no mínimo. Você certamente perderá peso caso coma menos que isso, pois terá que utilizar calorias estocadas para complementar as suas necessidades diárias. Várias coisas podem estar acontecendo: dependendo da quantidade de musculação que você faça nessas duas horas diárias, você pode estar ganhando massa muscular, ou, o que é mais provável, você não deve estar fazendo dieta corretamente. Digo isso por que é muito difícil corrigirmos um erro sem considerá-lo possível. Alguém que usou anfetamínicos durante tanto tempo não aprendeu a fazer dieta, pois esses medicamentos tira de nós essa possibilidade. O pior Leila, é o fato de que você está mantendo peso devido à atividade física intensa. Com a sua dieta atual, você ganhará peso caso pare de malhar.
13/10/2008 Marcia Campos Ola , bom dia Bem , eu sou super chata para comer, tenho 1.61 e estou com 70kilos. Engordei muito e nao sei como voltar atras. Na verdade nao sou de comer comida de verdade e sim bobagens. Nao como frango e nem carne vermelha. Adoro comer peixe e massa. Porem nao e todo dia que como peixe. As vezes no horario da refeicao eu troco por fruta outras vezes por biscoito. Agora to tomando um remedio para emagrecer , o desobesi-M. Porem nao ta fazendo efeito nenhume ainda por cima tem me deixando muito emotiva e depressiva ! Nao sei mais o que fazer !!!! Preciso emagrecer 8 kilos e me sinto desmotivada para tal !!!! E olha que tenho bons motivos para emagrecer ; namorado chegando , uma grande festa de casamento aonde eu irei ser madrinha ,aniversario e final de ano e por ai vai !
13/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Oi Marcia, comer pequenas quantidades de alimentos ou "bobagens", como você se refere aos beliscos diários, não deixará você voltar ao seu peso ideal. Dessa forma você nunca terá fome para fazer uma refeição completa, mas também nunca estará saciada para conseguir interromper o ciclo de beliscos. Você já sabe o que está errado, pois seu relato é extremamente claro. A motivação é a principal característica do sucesso das dietas e é a regra na primeira dieta da vida das pessoas e por isso elas sempre são bem sucedidas. Com o tempo as pessoas alegam que queimam menos calorias, que estão mais ansiosas, que seu metabolismo não é mais o mesmo e que os remédios não fazem mais efeito. Na verdade, o que acontece com o tempo é que as pessoas não acreditam mais na sua capacidade de fazer dieta.
13/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Marcia, continuando sua resposta, drogas anfetamínicas não motivam as pessoas e podem dificultar as dietas em alguns casos, pois podem causar depressão. Elas bloqueiam a fome e não parece ser fome o seu problema, parece muito mais desorganização e compulsão alimentar. Acho que você precisa discutir essa desmotivação com um(a) psicólogo(a), precisa de uma nutricionista para montar um plano individualizado de dieta e, finalmente, eu suspenderia o femproporex, pois ele está tirando de você a condição de equilíbrio para conseguir assumir sua dieta. Outros medicamentos até podem ajudar, mas sempre como coadjuvantes e não como protagonistas.
14/10/2008 maria goretti mendonça de amorim adorei a entrevista que foi feita na radio no domingo a noite,queria como faço para perder peso sem ter que tomar remedio para emagrecer
15/10/2008 Dra. Ellen Simone Paiva Maria Goretti, os remédios para emagrecer têm sua importância, principalmente quando há realmente obesidade. Mesmo assim a dieta deve ser a primeira tentativa. Devemos investir em uma dieta individualizada, que atenda as nossas necessidades, que respeite nossos horários de maior fome, que não tire tudo que gostamos e não nos obrigue a comer o que não gostamos. Ela deve ser flexível, permitir o nosso lazer e o nosso convívio social com pessoas que não fazem dieta. Ela deve ser tão adequada a ponto de conseguirmos aceitar a idéia de que comeremos daquela forma para sempre. Isso é possível quando aceitamos a modificação de alguns hábitos, de não pularmos refeições, de sermos menos sedentários e isso não significa ter que freqüentar academias, de entendermos que obesidade é doença crônica e não tem cura, devendo ter tratamento contínuo. Quando isso não é possível, nós podemos até lançar mão dos remédios para emagrecer, mas nunca esperando deles resultados que independam do nosso esforço.
15/10/2008 Olivia Olá Dra! Excelente a matéria! Estou precisando de aconselhamento medico. Este ano engordei 15 quilos, algo q nao acontecia comigo desde 2000, quando tive depressão. Autalmente eu tomo antidepressivo prolift (reboxetina) e remedios para pressão e colesterol. Agora resolvi tomar uma atitude, acabei de retornar a academia e controlar a alimentação. Porém, como são muitos quilos, queria muito tomar algum remedio para me auxiliar. Nesse caso, tendo em vsta q já tomo antidepressivo e tenho prolemas de pressão, qual seria o remedio mais recomendável? Obrigada!
15/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Olha Olívia, certamente que para te indicar um medicamento eu preciso vê-la, conversar com você, te examinar e solicitar exames. Eu devo me basear em muitos outros dados além do seu breve relato. A depressão e a hipertensão controladas não impedem de você usar medicamentos, mas não deixam de ser fatores complicantes, que requerem cuidados especiais. Muitas vezes o antidepressivo inibidor da recaptação da serotonina como o seu já ajuda um bocado. Essa classe de medicamentos diminui a compulsão alimentar e o impulso de comer, aquele não mediado por fome. Alem de remédios você precisa da motivação de uma dieta bem legal. Isso é possível.
16/10/2008 Cynthia Oi Dra. Ellen, Estou com uma pequena alteração na minha TSH 0,76 vou ao endocrino dia 21/10 e quero pedir para ele agum medicamento para auxiliar na perda de peso tenho 22 anos 1,70m e peso 80kg estou com sobre peso presico perder esses 10kg extras. Tenho o metabolismo muito lendo ja fiz varias dietas e academia porem nao transpiro e logo nao queimo calorias. Poderias por favor me indicar algum medicamento para eu sugerir ao meu medico? Obrigada e parabéns pelas respostas são bem esclarecedoras.
16/10/2008 Dra. Ellen Simone Paiva Oi Cynthia, não transpirar não significa não queimar calorias, significa apenas que você tem poucas glândulas sudoríparas. Essa quantidade de glândulas de suor é uma característica genética de uma pessoa e não muda tomando medicamentos. Além disso, TSH de 0,76 é normal, ou seja, sua tireóide funciona aparentemente muito bem. O melhor a fazer é voltar ao seu médico com os exames e seguir as orientações dele. Eu acho que você não deveria sugerir a seu médico que ele lhe dê nenhum medicamento, pois essa é justamente uma conduta que deve ser dele. Quando você faz isso, você dá a ele a impressão que não confia na competência dele. Você até pode solicitar a ele que lhe dê opções de tratamento e pode discutir com ele as opções. Mas a decisão do melhor medicamento que se aplica ao seu caso deve ser inteiramente dele.
20/10/2008 debora Olá Iniciei o uso de antidepressivo pamelor,mais propranolol e um remédio a base de flunarizina para o tratamento de enxaqueca, isso com orientaçao médica, porém comçei a observar aumento de peso,mesmo fazendo alimentação balançeada e praticando exercício aeróbico diariamente. Antidepressivos ou algum dos medicamentos citados engordam?
20/10/2008 Dra. Ellen Simone Paiva Debora, nem o pamelor nem o propranolol causam ganho de peso. A flunarizina, ao contrário, causa ganho de peso, principalmente porque aumenta muito o apetite. Logo, você deve ter comido mais e engordado, em decorrência desse efeito estimulante do apetite causado pela flunarizina. Geralmente, os medicamentos que levam a ganho de peso, fazem isso porque estimulam o apetite. Outros, entretanto, causam ganho de peso por uma associação de efeitos, como os corticóides, que aumentam o apetite e causam um certo inchaço, aumentando o peso pelas duas vias. Com relação aos antidepressivos, a classe dos chamados antidepressivos tricíclicos, como é o caso do pamelor, tem compostos diferentes, pois a amitriptilina aumenta o apetite e a nortriptilina, que é o Pamelor não tem esse efeito.
23/10/2008 Arthur Alexandre Tive hipertireoidismo e tive que tirar a glandula todo. Tom oremédio todos os dias e faço controle sempre. gostaria de saber se posso ficar sem ter ereções e com oevitar que isso aconteça?
23/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Arthur, a tireoidectomia total retira da circulação apenas os hormônios da tireóide. Esse procedimento não interfere no hormônio masculino. Logo, a reposição da levotiroxina atende perfeitamente às nossas necessidades de hormônios da tireóide, como se nossa glândula estivesse presente e sem problemas. Esse hormônio tireoideano usado na reposição hormonal da tireóide é produzido por engenharia genética, que garante um hormônio idêntico ao nosso. Por esse motivo, não há a menor chance de você apresentar dificuldade de ereção por conta da tireoidectomia. Se isso estiver acontecendo, é melhor você fazer uma investigação com urologista ou endocrinologista para que possa ser orientado de maneira correta.
24/10/2008 fabiana cavalcante wyatt Eu era hipertiroidética, e cerca de 4 anos atrás me submeti a uma aplicação de iodo, na qual houve a redução da minha glândula tireóde. Tornei-me então uma hipotiroidética. Recentemente, tive uma crise séria de labirintite na qual não conseguia sequer caminhar em linha reta, consultei minha endocrinologista e um otorrinolaringologista que me explicaram prováveis motivos para o ocorrido. Gostaria de saber se a alimentação poderia me auxiliar em minha deficiência hormonal, e se existe uma dieta específica para os hipotiroidéticos. Ou se existem alimentos abomináveis para as pessoas que sofrem deste problema hormonal Obrigada
24/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Oi Fabiana, a radioiodoterapia é uma das principais modalidades terapêuticas do hipertireoidismo. Quando há evolução para hipotireoidismo, o paciente deve receber reposição de hormônio tireoideamo para o resto da vida. Isso, entretanto, não invalida o uso do iodo radioativo. O hormônio tireoideano disponível comercialmente repõe perfeitamente a necessidade de cada um dos pacientes e permite que todos tenham vida normal e sem restrições. Não há dieta específica para esses casos, assim como não há nada que você não possa comer ou beber por conta do hipotireoidismo ou de seu tratamento. Na verdade, quando você repõe seu hormônio e seu TSH é normal, tudo funciona como se você tivesse tireóide normal.
24/10/2008 maria de nazaré azevedo da silva até os 25 anos pesava 55 kilos e 1,60 de altura depois que começei a usar pilúlas anticonsepcionais e começei a engordar e ficar muito ansiosa e cheguei a 98 kilos há 3 anos atrás tive problemas e aprovetei para fazer uma dieta e consegui perde alguns kilos , mas a 1 ano voltei a engordar agora continuo com os 98 kilos e estou desesperada, porque eu odeio ser gorda e não tenho dinheiro para me tratar e não consigo emagrecer sozinha não tenho vontade de sair de ver ninguém de comprar roupa então eu odeio o que fazer?
25/10/2008 Dra. Ellen Simone Paiva Maria de Nazaré, a obesidade é uma das nossas maiores insatisfações com o próprio corpo. Não conheço ninguém que goste de ser gordo. A diferença entre as pessoas é atitude ou a reação delas ao ganho de peso ou à obesidade. É claro que alguém que engorda quase 50kg como você, não pode ser analisada com tão poucas informações. Você deve ter tido alterações emocionais e mesmo metabólicas muito sérias para ganhar tanto peso. Mas as pessoas reagem diferente a tão grande infortúnio e eu penso que você deveria mudar a sua reação no sentido de ser mais positiva, de não se acomodar pelo fato de ter dificuldades financeiras. Você pode fazer caminhadas diariamente, que não custam nada, você pode rever seu plano alimentar, mesmo sem ter que desembolsar nada, você pode buscar ajuda em hospitais escola e serviços públicos de saúde, que geralmente têm opções de psicólogos, nutricionistas e médicos que podem te ajudar. As atitudes de revolta ou passividade só atrapalham. Pense nisso.
28/10/2008 Silvia Tomava 60 mg de anfepramona 2x ao dia. Agora o médico pedio para tomar 1 vez pela manhã e sibutramina à noite. Conforme pude perceber pelas perguntas e respostas fará menos mal a minha saúde. Estou certa?
28/10/2008 Marcela Boa tarde Dra. Preciso perder cerca de 20kg. estou tomando anfepramona de 30mg, uma vez ao dia. gostaria de saber de essa dosagem para mim, é realmente eficaz. Obrigada!!
28/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Silvia, a dose máxima de anfepramona é a que você vinha usando, 60mg 2x ao dia. Quanto ao uso de Sibutramina + Anfepramona não é mais permitido pela ANVISA. Todas as associações foram proibidas, incluindo as fórmulas de fitoterápicos associados com anfetamina ou sibutramina. O ideal é escolher um medicamento e usá-lo até sua dose de tolerância. Quanto ao que seria menos agressivo, não há dúvida que seria usar ou sibutramina ou anfepramona separadamente e não a associação das duas, mesmo que em dores menores. Além disso, dificilmente alguém tolera tomar essas medicações à noite devido à insônia. Todas elas comprometem o sono e daí o uso ideal ser pela manhã.
28/10/2008 Dra Ellen Simone Paiva Oi Marcela, essa dose é muito pequena e provavelmente não vai te ajudar a fazer dieta. |