Aprender a cozinhar. Eis uma atitude inteligente, moderna e revolucionária no século XXI. Apesar de prática, a atitude de abrir latas, dissolver shakes, diluir sopões e comer os mesmos lanches todas as noites tem nos deixado insatisfeitos com a monotonia do que comemos e elevado a ocorrência de obesidade a cifras alarmantes. As evidências científicas têm mostrado que as cápsulas vitamínicas não funcionam do mesmo modo que comer frutas e verduras. Precisamos entender que as nossas crianças merecem a chance de um vínculo com os alimentos saudáveis antes de serem seduzidas pelo sabor dos alimentos industrializados - muito salgados ou muito doces e sempre ricos em gordura, dando a impressão de que o resto é muito sem graça.
Evoluímos com a liberdade que alcançamos em todas as esferas e dividimos as tarefas domésticas. Os homens também preparam o jantar e as crianças ajudam na cozinha, dando palpites no cardápio. Preparar refeições saudáveis passou a ser uma tarefa de todos nós. Podemos realizá-la de maneira prazerosa e criativa, desde que entendamos que os maiores beneficiados seremos nós mesmos. Assar a cebola e sentir seu sabor agora adocicado... Fritar o alho e permitir que seu perfume acompanhe saladas verdes...Usar o gengibre, a hortelã, a pimenta rosa... Inventar sabores e compreender seus benefícios como um alquimista vaidoso de seus poderes e, finalmente, comemorar cada descoberta nesse mundo fantástico da culinária.
Dra. Ellen Simone Paiva São Paulo, 18/06/2007 Prefácio escrito para o livro Sabor e Arte 6 de Dalvanira Gusmão. |